sexta-feira, 26 de março de 2010

...Janela de hospital


Dois homens seriamente enfermos estavam na mesma enfermaria de um grande hospital. O quarto era bastante pequeno, com apenas uma janela. A cama de um deles estava próxima da janela. Como parte de seu tratamento para melhorar sua circulação esse paciente tinha permissão para sentar-se na cama por uma hora durante as tardes. O outro, contudo, tinha de passar todo o tempo deitado de barriga para cima.
Todas as tardes, quando o homem cuja cama ficava perto da janela era colocada em posição sentada, ele passava o tempo descrevendo o que via lá fora. A janela dava aparentemente para um parque onde havia um lago. Havia patos e cisnes no lago, e as crianças atiravam pão aos animais e colocavam barcos de brinquedo na água. Jovens namorados caminhavam de mãos dadas entre as árvores, e havia flores, gramados e jogos de bola. E, ao fundo, por trás da fileira de árvores, avistava-se o belo contorno dos prédios da cidade.
O homem deitado ouvia o sentado descrever tudo isso, apreciando todos os minutos. Ouviu como uma criança quase caiu no lago e como as garotas estavam bonitas em seus vestidos de verão. As descrições do seu amigo eventualmente o fizeram sentir que quase podia ver o que estava acontecendo lá fora...
Então, numa bela tarde, ocorreu-lhe um pensamento: Por que o homem que ficava perto da janela deveria ter todo o prazer de ver o que estava acontecendo lá fora? Por que ele não poderia ter essa chance? Sentiu-se envergonhado, mas quando mais tentava não pensar assim, mais queria uma mudança. Faria qualquer coisa!
Numa noite, enquanto olhava para o teto, o outro homem subitamente acordou tossindo e sufocando, suas mãos procurando o botão que chamaria a enfermeira. Mas ele observou sem se mover...mesmo quando a respiração parou. De manhã, a enfermeira encontrou o outro homem morto e, silenciosamente, levou embora seu corpo.
Logo que apareceu apropriado, o homem perguntou se poderia ser colocado na cama perto da janela. Então colocaram-no lá, aconchegaram-no sob as cobertas e fizeram com que se sentisse bastante confortável. No minuto em que saíram ele apoiou-se sobre um cotovelo, com dificuldades e sentindo muita dor, e olhou para fora da janela. Viu apenas um muro...
O homem perguntou à enfermeira por que seu falecido companheiro de quarto lhe descrevera coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela. A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede.

-TALVEZ ELE APENAS QUISESSE DAR-LHE CORAGEM.
Desconheço o autor

3 comentários:

Berê da Casa Dory disse...

lINDA HISTORIA...SEU BLOG ME CHAMOU ATENÇÃO, PORQUE TENHO UM FILHO QUE SE CHAMA EIKE, ABRAÇO....

Tato disse...

Oi Fernanda... legal te-la no meu mundinho!
Confesso que só zapiei no teu blog, mas com certeza uma pessoa que zela e respeita os animais tem muito a oferecer!
Voltarei com mais tempo, inclusive para copiar se vc permitir a oração-texto dos animais abandonados!
Abç, bom dia e tudo de lindo prá vc.
Tato

Fernanda Eick disse...

Claro! E todos os outros que gostares.
Caso não encontres algum dos textos, me avise que providenciarei o envio do mesmo. 1 abç